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Desembargador quer prender jornalista que publicou denúncia contra ele

O jornalista Arimateia Azevedo, do Piauí, obteve habeas corpus preventivo para não ser preso, após o desembargador Erivan José Lopes, ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado haver pedido sua prisão preventiva, em razão de notícias sobre denúncias de um promotor contra o magistrado. Arimatéia Azevedo, do Portal A-Z, e outros veículos do Piauí divulgaram a denúncia do promotor Galeno Aristoteles, do município de Luis Correia, sobre suposto envolvimento do desembargador Erivan Loes com a grilarem de terras no litoral. Galeno divulgou áudios e textos de conversas do magistrado com pessoas supostamente envolvidas no que o promotor denominou ‘organização criminosa’, entre os Manoel Barbosa, titular do cartório da cidade. Concomitantemente à ação que move contra o jornalista Arimatéia Azevedo, o desembargador Erivan, sentindo-se incomodado com as publicações, conseguiu uma liminar junto ao juiz da 8ª Vara Criminal para proibir o jornalista de citar o seu nome. Semana passada, os advogados de Erivan pediram a prisão preventiva de Arimatéia Azevedo. O advogado do jornalista, Hiarlan Bruno Fonseca Nunes, ingressou com habeas corpus preventivo no Tribunal do Piauí e conseguiu salvo-conduto, que impede Azevedo de ser preso. Arimatéia Azevedo insiste que não pode ser responsabilizado criminalmente por seus textos, que somente relatam fatos públicos, e que também foram objeto de comentário em outros portais e órgãos da imprensa. Para ele, Erivan se defende procurando calar a imprensa do Piauí.

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