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Alckmin é muito certinho e Azeredo é um ingênuo, diz FHC

24/05/2018

 

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no seu escritório, em São Paulo, durante entrevista ao UOL O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso saiu em defesa dos ex-governadores Geraldo Alckmin (SP) e Eduardo Azeredo (MG), seus companheiros de PSDB, na entrevista que concedeu ao UOL no início da noite de terça-feira (22), na sede da

 

fundação que leva o seu nome, no centro antigo de São Paulo. Sobre o ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo, que se entregou à polícia nesta quarta-feira (23) após ter a prisão decretada pela Justiça no caso que ficou conhecido como mensalão tucano,  FHC disse que ele "é um ingênuo".

 

"Eduardo não é nenhum corrupto, ladrão, nada disso."  De todo modo, o ex-presidente do Brasil entre 1995 e 2002 disse aceitar a decisão da Justiça, que condenou Azeredo a 20 anos e um mês de prisão por participar de esquema que supostamente desviava verbas públicas de empresas estatais mineiras para abastecer o caixa dois da sua campanha à reeleição ao governo de Minas, em 1998.

 

Azeredo nega irregularidades. Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB à Presidência da República, também tem o respaldo de FHC contra denúncias de recebimento de dinheiro de caixa dois para campanhas eleitorais, conforme apontam colaborações premiadas de dirigentes da construtora Odebrecht e investigações do Ministério Público e da Polícia Federal.

 

"Eu duvido de que o Geraldo tenha feito qualquer coisa [de errado], porque ele é muito certinho. As pessoas que são mordômicas [que gostam de mordomias] são mais complicadas.

 

O Geraldo não é assim, é simples." Também nesta quarta-feira, o próprio Alckmin rebateu as acusações de beneficiário de corrupção, em sabatina realizada pelo UOL, "Folha de S.Paulo" e

 

"Moro no mesmo apartamento. Então eu me sinto indignado, porque há uma tendência agora no Brasil de defenestrar a política, dizer que é todo mundo igual.

 

Não, não é. Quem enricar com política é ladrão. L-a-d-r-ã-o", afirmou Alckmin, soletrando a última palavra e frisando em seguida que suas campanhas "foram feitas rigorosamente dentro da lei".

 

Ao se sentar na poltrona para a entrevista a seguir, no escritório amplo e claro, Fernando Henrique espia o celular: "Ué, ninguém me ligou hoje?". A chefe de gabinete acode: "O senhor trocou o número do celular". "Ah...", ele sorri.

 

Leia a seguir trechos da conversa com o ex-presidente: Lava Jato, crime e castigo A [Operação] Lava Jato era necessária.

 

Ou põe um freio ou o quê? Não vejo que a turma da Lava Jato esteja fazendo isso ou aquilo por razão [política ou seletiva]... Podem ter motivação de todo tipo, eu não os conheço, posso gostar de uns e não de outros, mas não acho que no conjunto... Tem dados.

 

Abusaram no Brasil. O que a elite fez no Brasil não era aceitável. Passou de qualquer limite.

 

E nós estamos julgando o passado com o olhar do presente, isso é discutível. Você se lembra de que o Lula, quando foi no mensalão [denúncia de compra de votos de parlamentares que veio à luz em 2005], aquela coisa de dizer em Paris, [tipo] "Ah, isso não é nada, é só caixa dois" [em entrevista ao programa "Fantástico", da TV Globo, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em viagem à capital francesa: "O que o PT fez do ponto de vista eleitoral é o que é feito no Brasil

 

sistematicamente"]. O caixa dois, que no passado era "só", hoje é crime. Eu sei que tem defasagem nisso aí, mas [os integrantes da força-tarefa da Lava Jato] foram além de tudo o que é pensável.

 

Quando você vê as cifras [da corrupção] do Brasil, não dá. Tem que coibir. E como você coíbe? Não é com a virtude só, é crime e castigo. Com o PSDB aplica-se a mesma regra, o que posso fazer? Eu gosto? Não gosto. Se provar, quem vai dizer [o contrário]? Não serei eu.

 

"Alckmin é muito certinho"; "Azeredo é um ingênuo" Este [Eduardo Azeredo] é uma vítima disso aí. Eduardo não é nenhum corrupto, ladrão, nada disso. Ele é um ingênuo, do que me lembre do Eduardo. Mas ele, na campanha [de reeleição], se beneficiou.

 

Eu lamento muito. Alckmin não tem nada. Alckmin é conversa.

 

Alckmin é outra coisa, é outro estilo. Como o Eduardo é também. Eduardo também não é de meter a mão, nada. Mas ali [na campanha] houve uma base diferente, eles pegaram um dinheiro público, é o que dizem. Na campanha, o [empresário e publicitário Marcos] Valério, não sei quê.

 

Naquela época, talvez fosse aceitável, hoje não é mais. A história é assim, ela é cruel, ela te julga por um olhar diferente. Eu duvido de que o Geraldo tenha feito qualquer coisa, porque ele é muito certinho. As pessoas que são mordômicas são mais complicadas.

 

Gostam de ser servidas e então vão indo. O Geraldo não é assim, é simples. [Integrantes do governo] Podem ter feito [atos de corrupção]? Como eu digo: você acha que não roubavam no meu governo? Certamente roubavam, mas não fui eu, nem eu sabia. Quando sei, sou contra. Tento evitar.

 

Vou me manter na posição: "Tem prova? Não fui eu quem armou? Está bem. A Justiça julgou, eu aceito".

Fonte: uol

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