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Escolas estaduais promovem atividades de conscientização para combater a violência contra as mulheres

11/10/2019

 

 

Coordenadorias distritais de Manaus promoveram seletivas com estudantes

 

Conscientizar os alunos sobre as leis de proteção à mulher e seu papel na sociedade tem sido o objetivo do Concurso Estadual de Prevenção à Violência Contra as Mulheres, que neste ano chegou a sua sétima edição. A competição é uma cooperação da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-AM), Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) e Conselho Estadual dos Direitos da Mulher.

 

As seletivas de Manaus foram encerradas nesta quinta-feira (10/10), com três finalistas de cada uma das cinco modalidades: Cartaz, na qual participaram alunos 1º ao 5º do Ensino Fundamental e 1ª e 2ª fase do Projeto Avançar; Redação I, voltada a alunos do 6º ao 9ª ano, 2º segmento da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e 3ª e 4ª fase do Projeto Avançar; Redação II, cujos participantes são alunos do Ensino Médio e EJA; Teatro, também para estudantes do Ensino Médio e EJA; e Música, na qual todos podiam participar.

 

Cada uma das sete distritais foi responsável pela exposição e seleção dos finalistas. A estudante Sophia Motta, de 8 anos, é aluna do 3º ano do Ensino Fundamental na Escola Estadual Benício Leão, da Coordenadoria Distrital 2. Ela foi a primeira colocada na categoria Cartaz. A menina disse ter contado com a ajuda da professora na confecção, e da mãe Martha da Silva, na conscientização do papel da mulher na sociedade.

 

“Minha professora me ajudou a fazer o cartaz. Eu quis mostrar que as mulheres podem ser o que elas quiserem e que temos direitos iguais. Quando eu crescer quero ser advogada e defender os direitos das mulheres”, entrega a finalista.

 

Para os municípios do interior, o prazo é até a próxima sexta-feira (18/10). Na próxima etapa, todos os trabalhos finalistas concorrerão entre si, saindo três vencedores de cada modalidade. A final está prevista para o dia 13 de novembro.

 

Concurso – A professora, assessora técnica-pedagógica e coordenadora do concurso, Dora Brasil, explica que a competição nasceu como parte da agenda das ações dos planos de políticas para as mulheres, que visam promover medidas educacionais no âmbito escolar para prevenir, contribuir e tentar minimizar a violência contra a mulher. Ela conta ainda que a aceitação dos alunos é excelente, e eles apresentam trabalhos criativos. A dificuldade está em alcançar todos os municípios – neste ano, sete participaram. A meta é aumentar a quantidade em 2020, focando, principalmente, na conscientização dos alunos e professores.

 

“Claro que é um momento lúdico, mas é, sobretudo, um momento de aprendizado. Não é para potencializar o talento artístico deles, o objetivo é fazer refletir sobre a temática do papel da mulher no século 21, inserir esse debate na escola. Acho que o mais importante de tudo é, como preconiza a nova Base Nacional Comum Curricular, fazer com que o aluno aprenda, é contribuir para a cidadania dele, pra que ele interfira no mundo que ele vive, na realidade dele. É para ele saber que a lei existe, que ele deve denunciar  e mudar qualquer cultura de machismo que a gente sabe que ainda permeia tanto meninos quanto meninas”, avalia Dora, que também é presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher.

 

A coordenadora de Enfrentamento à Violência da Sejusc, Karolina Aguiar, acompanhou a última seleção e diz que foi gratificante ver a participação das alunas percebendo os espaços que a mulher ocupa, a situação de violência, e apresentando diversidade de pensamento em todas as modalidades. A coordenadora reforça a parceria entre Seduc-AM e Sejusc na conscientização sobre o combate à violência contra a mulher.

 

“A gente tem dado palestra e preparado material para que sirva de embasamento. Logo no lançamento do concurso a gente faz uma formação com os professores com a equipe pedagógica sobre os temas que vão ser trabalhados. Esse ano é o sétimo ano do concurso, e todo ano a gente tira um tema junto com a Seduc e o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher. Esse ano foi a questão da discriminação das expressões da mulher na sociedade no século 21”, pontua.

 

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